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Banhistas ignoram alerta e entram em água poluída por óleo na Praia do Futuro

G1, 05/10/2019 14h05

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A praia que mais atrai fortalezenses e turistas na capital cearense, a Praia do Futuro, recebeu centenas de banhistas neste sábado (5), mesmo após o alerta da Secretaria do Meio ambiente (Semace) de que a água no local está imprópria para banho devido às manchas de petróleo bruto que afetam o litoral do Nordeste.

A Praia do Futuro é uma das 124 regiões do litoral nordestino poluídas pela mancha de óleo que prejudica a fauna e flora marítimas. O vazamento foi detectado em 2 de setembro, e a origem ainda é desconhecida. A Polícia Federal investiga o caso.

O casal de turistas goianos Donizete Júnior, 29 anos, e Ana Cristina, 26, está de férias em Fortaleza desde terça-feira (1º) e foi pego de surpresa com a notícia de que a Praia do Futuro está inadequada para banho.

"Essa é a segunda vez que a gente frequenta a Praia do Futuro essa semana. Até tínhamos lido algo sobre, mas não sabíamos que essa região também tinha sido afetada. Depois dessa informação, acho pouco provável continuar o banho", disse Ana Cristina. Seu companheiro Donizete, também pareceu frustrado. "Tava até gostoso o mar, mas com isso é de se pensar se vale a pena."

Em Fortaleza, 12 das 31 praias monitoradas semanalmente pela Secretaria do Meio Ambiente estão impróprias para o banho, conforme a pasta. A Praia do Futuro recebeu uma ação de limpeza nesta sexta-feira (4) e foram retirados 500 litros do petróleo bruto das areias.

O Ibama orienta que banhistas e pescadores não toquem ou pisem o óleo que se espalhou pelo Nordeste. "Caso seja identificado o produto no mar ou nas praias, o cidadão deve informar o local exato à prefeitura. O óleo recolhido deve ser destinado adequadamente, não sendo recomendado misturá-lo com o resíduo comum", explica o instituto.

Em caso de contato, a orientação é retirar primeiro com gelo ou com óleos de cozinha, devendo logo após lavar a pele com água e sabonete neutro.

Fauna afetada

No Ceará, pelo menos 10 animais morreram em consequência do vazamento de óleo nas praias, entre tartarugas, ave e golfinho, conforme o Ibama. Neste sábado, um golfinho foi encontrado com manchas do petróleo na praia de Taíba.

Quatro tartarugas foram encontradas ainda com vida e tratadas pela ONG Aquasis, que cuida de animais da fauna marinha; três delas não resistiram e morreram horas após o resgate.

 

     

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