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Peso argentino abre com queda de 12% após Macri anunciar medidas econômicas

G1, 14/08/2019 11h40

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O peso da Argentina abriu nesta quarta-feira com queda de 12,3%, a 61 por dólar, minutos depois de o presidente Mauricio Macri anunciar um pacote de medidas para aliviar a população prejudicada pela recessão e alta inflação do país, segundo a agência Reuters.

A moeda argentina já acumula queda de 25,69% desde domingo, quando Macri ficou atrás de Alberto Fernández em mais de 15 pontos percentuais nas eleições primárias. O resultado primário reduziu a probabilidade de Macri conquistar um segundo mandato nas eleições gerais de outubro.

Já o custo de garantia contra a exposição da dívida soberana da Argentina subiu mais 150 pontos-base nesta quarta-feira. Os chamados 'credit default swaps' (CDS) de 5 anos estavam em 2.720 pontos básicos. As últimas estimativas da IHS Markit, baseadas no nível de fechamento dos CDS de terça-feira, precificam a probabilidade de um calote dentro dos próximos 5 anos em 78%.

Macri anunciou uma série de medidas econômicas destinadas aos trabalhadores e às pequenas e médias empresas.

Entre as medidas anunciadas, serão pagos bônus de até 2 mil pesos extras aos trabalhadores entre setembro e outubro. Informais e desocupados receberão dois pagamentos extras do benefício que recebem por seus filhos. E empregados públicos e das forças armadas receberão um abono de 5 mil pesos no final do mês.

Macri também anunciou que o salário mínimo será elevado, mas não informou o valor. Segundo ele, o conselho de salário será convocado nesta quarta para decidir o aumento.

Para as pequenas e médias empresas, um novo plano vai permitir o pagamento das obrigações tributárias em até dez anos.

Além disso, o preço da gasolina será congelado por 90 dias, "para que ele não seja afetado pela desvalorização" da moeda argentina, segundo Macri. A medida deve manter o preço do combustível estável até depois das eleições presidenciais do país, marcada para 27 de outubro.

 

 

     

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