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Rompimento de barragens em Rondônia deixa 100 famílias isoladas

G1 Ariquemes, 01/04/2019 12h40

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A Polícia Ambiental informou neste sábado (30) que cerca de 100 famílias ficaram isoladas em Rondônia devido ao rompimento de duas barragens que ficam numa área da mineradora Metalmig em Oriente Novo, distrito de Machadinho D'Oeste, a pouco mais de 350 quilômetros de Porto Velho. Não há registro de vítimas e nem informações sobre o tamanho do dano ambiental.

O rompimento ocorreu nesta sexta-feira (29), após a forte chuva que atingiu a região. Segundo o comandante da Polícia Ambiental, Washington Soares Francisco, as famílias ficaram isoladas devido à queda de sete pontes que foram destruídas pela força da água.

Duas das pontes atingidas estão localizadas na RO-257, que liga os municípios de Ariquemes (RO) e Machadinho D'Oeste.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) informou que o material derramado é formado por areia e argila, sem a presença de metais pesados. De acordo com a pasta, não há risco de contaminação.

As barragens são provenientes de mineração de cassiterita e estavam inativas, segundo a mineradora Metalmig atua desde 1970 na localidade. A Sedam informou que a empresa está com as licenças ambientais e de operação em dia.

À Rede Amazônica, o gestor ambiental da Metalmig Mineração Industria e Comércio S/A, Renato Plautino, confirmou que as barragens estavam na área de responsabilidade da mineradora, mas disse que estavam inativas há décadas.

Em nota, a mineradora informou que está colaborando com as autoridades ambientais e frisou que "os incidentes ocorridos na região não têm correlação com as barragens da empresa que estão em perfeito e intacto estado de preservação e segurança".

A nota também afirma que as barragens de responsabilidade da mineradora encontram-se intactas e seguem um rigoroso padrão de segurança recomendado pela SEDAM e pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Na manhã deste sábado (30), uma equipe de perícia da Polícia Civil com apoio da aéreo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), iniciou sobrevoo no local atingido para estimar os danos causados pelo rompimento da barragem.

 

     

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