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Aumento no número de casos da dengue em 2019 preocupa Ministério da Saúde

O Rondoniense, 26/03/2019 09h58

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Houveram cerca de 54.777 casos de dengue no Brasil desde janeiro deste ano, um aumento de 149% em relação ao mesmo período de 2018, segundo informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

Os dados epidemiológicos contabilizam os casos registrados entre 1º de janeiro e 2 de fevereiro. No mesmo período de 2018, foram computados 21.992 casos.

Os números deste ano indicam a ocorrência de 26,3 casos a cada 100 mil habitantes no país. Ainda que a quantidade de pessoas com dengue tenha dobrado, as mortes até o momento foram menores — cinco neste ano e 23 em 2018.

A região com maior número de casos neste ano é a Sudeste, que acumula 60% (32.821) dos 54.777. Em seguida vêm Centro-Oeste (10.827), Norte (5.224), Nordeste (4.105) e Sul (1.800).

O Centro-Oeste foi a única região em que o número de casos diminuiu (5,4%) em relação a 2018. Todas as outras tiveram grandes aumentos: 597,7% (Sul), 472,6% (Sudeste), 233% (Norte) e 37,6% (Nordeste), nos estados do Tocantins e São Paulo, o aumento superou os 1.000%, com o primeiro indo de 210 casos em 2018 para 3.085 neste ano.

Os piores estados com relação ao número de casos para cada 100 mil habitantes são Tocantins (198,4), Acre (163,7) e Goiás (108,7).

Os mesmos dados do Ministério da Saúde mostram que os casos de zika e chicungunha diminuíram em relação a 2018. A zika teve 630 casos em comparação a 776 no ano passado em todo o país (-18%). A chicungunha teve redução de 51% e passou de 8.508 casos para 4.149 no mesmo período.

Segundo o Ministério, os dados indicam que é preciso mais atenção nas ações de prevenção contra as larvas do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em ambientes com água parada.

De acordo com o órgão, “os dados epidemiológicos alertam para a necessidade de intensificação das ações de eliminação dos focos do Aedes aegypti em todas as regiões. São ações que envolvem gestores estaduais, municipais e Governo Federal, e a população.”

Ainda de acordo com o órgão, os investimentos para o combate ao Aedes cresceram nos últimos anos, de R$ 924 milhões em 2010 para R$ 1,73 bilhão em 2018.

 

     

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