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Supermercados começam o racionamento de alimentos em Porto Velho

Assessoria, 25/05/2018 11h20

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Além da falta de combustível, os supermercados de Porto Velho já começam o racionamento de alimentos por conta da greve dos caminhoneiros contra os constantes aumentos dos combustíveis em todo o país. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda não há nenhuma desmobilização de pontos de manifestação na BR-364 após o anúncio de um acordo com o governo na quinta-feira (24) e uma carreata de Candeias do Jamari até Porto Velho está sendo organizada.

Nos supermercados há placas informando que os consumidores só podem adquirir um número de limitado do produto ou do alimento devido a greve. Já há denúncias de prática de preços abusivos.

Letícia Isabel Balico, de 50 anos, reclama dos preços praticados nos supermercados e diz que isso é “muito triste e devido a falta de honestidade de políticos. Eles querem sempre tirar e de algum jeito nós temos que pagar. Agora tudo está subindo absurdamente e nós temos que comprar”, diz a consumidora.

Bloqueios nas rodovias federais
O movimento ganhou também a adesão de motoristas de aplicativos, taxistas, mototaxistas e motoristas de transporte escolar.

Segundo a PRF, a ainda a BR-364 está bloqueada em Candeias do Jamari, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena. Já a BR-425 registra interdição em Ariquemes, Montenegro, Alvorada do Oeste e São Miguel do Guaporé.

Combustível
Com medo de ficar sem combustível, muita gente saiu de casa cedo, mas mesmo assim não conseguiu abastecer. Foi o caso do motorista Cleiton Moraes. “Cheguei também por volta de 5h30 aí me informaram que vai chegar o combustível às 6 horas da tarde. Agora vou ficar aqui esperando. Teve muita gente que foi embora, mas vou tentar abastecer”, diz garantindo que deve permanecer no posto esperando pelo produto.

“Estou desde 5h30 e até agora não consegui abastecer. Fui em quatro posto, tudo vazio. Cheguei a fila já estava enorme e até agora não consegui abastecer. Ainda tenho uma reserva no carro, mas vou levar um carote para colocar na moto”, diz Gilberto Alves, 64 anos, morador do Bairro Eletronorte.

Já Messias Junior Castro, morador do Bairro JK, na Zona Leste da capital, aproveitou para faturar um dinheiro. Desempregado, ele está vendendo galões para motoristas comprarem combustível. “Comecei a vender ontem quando saí com 60 unidades e vendi todas. Estou vendendo por R$ 5 cada um ou três por R$ 10”, diz.

 

     

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