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A greve que escancara o buraco dos Correios

Assessoria, 12/03/2018 10h52

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Funcionários dos Correios entrarão em greve a partir desta segunda em todo o Brasil por tempo indeterminado. A paralisação é motivada principalmente por mudanças no plano de saúde dos funcionários que envolvem a retirada de cobertura de pais, cônjuges e filhos e a cobrança de mensalidades.

Em nota à imprensa, os Correios escancaram as dificuldades crescentes enfrentadas pela empresa. “A forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.”

O mundo mudou, e os correios, uma das empresas mais antigas do país, ficaram para trás. A empresa busca há anos novas fontes de receita, mas ainda não conseguiu se reestruturar como um negócio de logística. Entre 2013 e 2017, teve prejuízos superiores a 6 bilhões de reais. Ano passado o governo chegou a sinalizar uma privatização ou abertura de capital da companhia, mas o plano ficou na gaveta como todo o pacote de concessões e privatizações do governo.

Para piorar, a empresa se vê às voltas com sucessivos problemas de eficiência. Os Correios não fazem concurso desde 2011, e realizaram sucessivos programas de demissões para reduzir custos. Faltam funcionários em muitas áreas. A empresa, por exemplo, nunca respondeu nenhuma das 45.000 reclamações feita contra ela no site Reclame Aqui.

Ainda assim, a conta continua não fechando. Na sexta-feira a Justiça suspendeu uma cobrança extra de 3 reais que a empresa pretendia fazer para entregar na cidade do Rio de Janeiro. Os Correios também tentaram aumentar o preço do frete para um de seus principais clientes, o site Mercado Livre, mas foram barrados por liminar na semana passada.

Ainda hoje só os Correios chegam a uma série de endereços isolados pela violência ou pela falta de infraestrutura. O Brasil precisa da empresa. Mas não do jeito que está.

 

     

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