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Chuvas chegam e ampliam os problemas na BR 364

Assessoria, 29/01/2018 12h03

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A falta de uma rodovia federal em condições reais de tráfego é um grave problema, que prejudica a economia de Rondônia e do Acre. A conservação precária contribui, para que no período do inverno amazônico (chuvas) a situação se agrave, como ocorre agora.

O Rondônia Dinâmica há tempo promove uma campanha intensiva para que a BR 364, que liga o Acre e Rondônia ao Centro Sul do país seja restaurada e posteriormente duplicada, devido ao intenso movimento, mais no trecho entre Porto Velho a Vilhena, com cerca de 700 quilômetros.

A maioria da produção de grãos do Norte do Mato Grosso é escoada pelo porto graneleiro de Porto Velho. No período de safra a média diária de tráfego de veículos pesados (carretas, treminhão) é de dois mil por dia. O piso da 364 é da década 80, quando a BR foi inaugurada e nunca mais foi restaurada, apenas recuperada.

Devido ao movimento intenso e excesso de peso das carretas e treminhões, pois não há fiscalização e nem controle a pista se deteriora, os buracos tomam conta e favorecem os acidentes, quase sempre fatais, porque têm veículos pesados envolvidos matando em larga escala todos os anos. Isso poderia, ou deveria ser evitado pelas autoridades (políticos, empresários, comerciantes, fazendeiros) com a restauração e adequação do alicerce e posterior duplicação.

O governo federal precisa ser pressionado, conscientizado e cobrado para que solucione o problema, que é grave, pois envolve gente. A nossa bancada federal (três senadores e oito deputados) deve cobrar com constância, pois o problema é gravíssimo e como a previsão é de Rondônia ampliar de forma considerável a produção de grãos (soja e milho) a tendência é a situação se agravar, porque o movimento de veículos pesado será maior.

Para o próximo ano pouco ou nada se espera visando a restauração e duplicação da 364, a não ser que seja privatizada, como se cogita. Acreditamos que, como o governo e nossas lideranças políticas, principalmente, não têm competência para exigir uma 364 que atenda as necessidades da realidade de Rondônia, o melhor caminho é a privatização.

O Acre também fica no prejuízo. Em 2014 com a cheia histórica do rio Madeira, ficou vários dias isolados via terrestre do restante do país. Este ano a situação quase se repetiu.

A elevação da 364 devido as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho só ocorreu em alguns pontos. Mesmo assim o trabalho ficou em cheque, porque, ainda, há risco de o Madeira cobrir parte da 364. E há proposta da elevação do nível da usina de Santo Antônio em um metro, o que certamente isolará o Acre nos períodos de chuvas intensas, como o atual. Caso isso ocorra será necessário elevar imediatamente vários trechos, inclusive os que ficaram submersos em 2014.

A BR 364 é fundamental para a economia de Rondônia e do Acre. A restauração e duplicação deveria estar entre as prioridades do governo federal e das nossas autoridades. Como não há no orçamento de 2018 da União recursos para a 364, certamente no período de chuvas deste ano a previsão é de mais buracos, como hoje no trecho entre Ariquemes e Ouro Preto do Oeste, mortes e até isolamento do Acre, como em 2014.

BR 364: restauração e duplicação já,

 

     

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