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Com lembrança recente da cheia histórica, moradores do Bairro Balsa temem nova enchente

Assessoria, 27/01/2018 12h44

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Quatro anos após a cheia histórica de 2014, os moradores do Bairro Balsa, localizado as margens do Rio Madeira, em Porto Velho, temem uma nova enchente. A região foi uma das mais atingidas na época e agora, um novo avanço das águas do rio, deixou os moradores em alerta. Na manhã deste sábado, o nível do Rio Madeira marcou 14,95 metros.

Na última quinta-feira (25) a Defesa Civil do município apresentou o plano de contingência 2018 para a cidade. Segundo a estimativa do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o nível do Rio Madeira deve chegar aos 17,10 metros.

A funcionária pública Ester França da Silva, de 61 anos, mora no Bairro Balsa há mais de 43 anos e teme por uma nova cheia. “Do jeito que o rio está subindo rápido a minha preocupação e medo aumentam cada dia que passa. Eu lembro que em 2014 estava dormindo quando a água começou a entrar em casa e passa um filme na minha cabeça porque eu tenho medo de se repetir tudo de novo. Agora, eu estou mais atenta e quando a água começar a entrar no quintal eu vou ser obrigada a tirar minhas coisas de dentro de casa”, diz.
“Em 2014 quando a água começou a entrar em nossas casas eu me desesperei porque não consegui tirar meus móveis e acabei perdendo tudo. Quando eu me lembro da cheia de 2014, o que vem em meu pensamento é tristeza porque eu vi a minha casa coberta por água e não pude fazer nada. Deu trabalho para recuperar tudo de novo e agora eu olho o rio todos os dias para ver se está subindo ou aumentando o nível da água porque preciso sair antes que a água entre em casa e eu perca tudo de novo”, disse a dona de casa Mara Aparecida, de 43 anos, que mora nas margens do Rio Madeira há mais de 40 anos e perdeu todos os seus moveis na cheia de 2014.

Ana Maria, de 41 anos, também é uma das moradoras antigas do Bairro Balsa e diz não ter para onde ir caso aconteça uma nova cheia. “A gente fica apreensiva porque o que passamos aqui em 2014 não foi fácil e só quem teve a casa coberta por água igual tu sabe o que estou falando. Naquela cheia histórica, eu não consegui salvar todos os móveis porque foi tudo muito rápido. Se alagar de novo, eu não tenho para onde ir com meus filhos e não tenho condições de pagar aluguel”, relatou à moradora.

A Defesa Civil informou que ainda que, o plano já está sendo colocado em ação muito antes do anúncio da cota de alerta, 14 metros, com sinalização de locais vulneráveis a desbarrancamento e monitoramento de famílias em área de risco. Os dados do Sipam também foram adicionados ao plano.

 

     

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