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Hospital de Câncer feito com doações de voluntários é inaugurado em RO

Assessoria, 24/11/2017 09h34

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O presidente da República Michel Temer (PMDB) participou nesta quinta-feira (23) da inauguração do Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho. O novo hospital, construído só com doações de voluntários, custou R$ 50 milhões e a obra foi iniciada em janeiro de 2015 para atender pacientes com câncer, tanto de Rondônia quanto de outros estados.

Segundo a Fundação Pio XII, entidade responsável por manter o Hospital do Câncer de Barretos (SP), a decisão de abrir uma unidade em Porto Velho ocorreu devido ao grande fluxo de pacientes que precisavam sair de Rondônia até São Paulo para fazer o tratamento.

Desde que a Fundação Pio XII anunciou a construção do hospital em Porto Velho, milhares de moradores se reuniram para fazer doações em prol da construção do prédio.

Segundo a instituição, a mobilização para ajudar foi grande porque o estado tem mais de 12 mil pacientes com câncer e até então eles precisavam ir à Barretos para fazer a quimioterapia, por exemplo.

O presidente da Fundação Pio 12, Henrique Prata, falou que a ideia de trazer o presidente Michel Temer à Rondônia foi para provar a força que a população tem.

“Quero que ele veja o que o povo pode fazer. Espero que esse trabalho sensibilize os políticos para que eles nos ajudem a manter essa estrutura do Hospital de Câncer da Amazônia”, afirma.

Além de Michel Temer, várias autoridades estiveram presentes na inauguração, como o governador Confúcio Moura (PMDB), deputados e senadores. Uma manifestante com a camiseta Fora Temer foi acompanhada por seguranças até a saída do evento.

Durante a cerimônia de inauguração, Temer disse que veio até Rondônia para destacar o trabalho da Fundação Pio XII e também ressaltar que a presidência da República, mesmo sem ter investido na construção, “agilizou no credenciamento do hospital”.

“Henrique é capaz de memorizar em detalhes todos encontros. Eu conheci ele no hospital. Ele não fica atrás apenas do poder público, ele vai atrás da sociedade civil. Agora há pouco cumprimentei os patrocinadores deste hospital. Quero dizer que eu aqui estou, muito adequadamente , no hospital do amor”, ressalta.

Durante discurso, o governador Confúcio Moura (PMDB) lembrou a trajetória de Henrique Prata para implantar os atendimentos do hospital do câncer em Porto Velho.

“A velocidade do presidente da fundação era mais rápido do que a do governo! Era como fosse uma corrida de Fusca com Fórmula 1, mas deu tudo certo”, afirma.

A área do Hospital de Câncer da Amazônia tem cerca de 70 mil m² e a obra foi erguida na BR-364. Nesta primeira etapa da construção, 15 mil m² de área foi construída, sendo que 2 mil m² serão reservados para o atendimento indígena.

Conforme o projeto inicial, a estrutura do novo hospital terá 24 leitos para internação em geral, 16 leitos para internação pediátrica, 20 leitos de internação indígena e 8 leitos para Unidade de Tratamento Intensiva (UTI).

ORIGEM DO HOSPITAL
O Hospital de Câncer da Amazônia surgiu devido ao grande fluxo de pacientes rondonienses com câncer, que saíam de Rondônia até o Hospital do Câncer de Barretos (SP) para se tratarem.

Enquanto a obra não ficava pronta, o Hospital de Base (HB) de Porto Velho foi escolhido provisoriamente para receber os pacientes.

Cerca de 170 funcionários eram responsáveis no HB para cumprir a meta de 500 atendimentos ao dia, entre consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos.

Já o médico Jean Negreiros, diretor executivo do hospital, diz que cerca de 800 atendimentos por dia estavam sendo feitos no Hospital de Base. Com a inauguração da sede própria, esse número tende a dobrar.

Autoridades no descerramento de placa em Porto Velho (Foto: Jonatas Boni/G1)
Autoridades no descerramento de placa em Porto Velho (Foto: Jonatas Boni/G1)

“Essa unidade também vem pra somar e reduzir essa demanda de atendimentos, pois ainda tinham milhares de pessoas indo até Barretos (SP) para se tratar”, afirma.

Ainda segundo Negreiros, a outra parte do hospital, que é o setor de internação, deve ser entregue até abril de 2018. “Com o funcionamento da internação, nós iremos entregar ao governo do estado a estrutura cedida que a gente usava no Hospital de Base de Porto Velho”, ressalta.

Segundo o Hospital do Câncer de Barretos, somente Rondônia tem mais de 4 mil pacientes lutando contra algum tipo de câncer.

A construção do novo hospital de câncer foi feito através de doações. Em janeiro de 2016, por exemplo, o Consórcio SIM repassou 10% de todo o valor arrecadado na frota do transporte público de Porto Velho, durante um domingo.

Vários leilões também foram realizados pelo Hospital do Câncer para ajudar na construção da unidade. Só em Ariquemes (RO), um leilão chegou a arrecadar mais de R$ 1 milhão para o Hospital do Câncer.

No fim do ano passado, a Loja Maçônica anunciou que vai construir 53 apartamentos para casa de apoio aos pacientes com câncer. A obra está orçada em cerca de R$ 7,5 milhões e quando concluída atenderá gratuitamente pacientes diagnosticados com câncer.

Outro parceiro da construção do Hospital do Câncer da Amazônia foi o Instituo Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que doou várias madeira apreendidas para serem leiloadas. O valor obtido no leilão será destinado para construção da casa de apoio dos pacientes.

 

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