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Jogo macabro "baleia azul" é tema de encontro com educadores em Ariquemes

Assessoria, 08/05/2017 09h20

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Sociedade Ariquemense debate jogo “baleia azul” com psicólogos e entidades educacionais da cidade.

O jogo virtual “Baleia Azul” foi pauta central, durante uma reunião realizada na última sexta-feira (05) no auditório do CEEJAAr com representantes das secretarias de Educação municipal e Estadual através da Coordenadoria Regional de Educação, bem como conselho tutelar e membros da comunidade escolar e representantes de escolas particulares de Ariquemes.

De acordo com Chefe do Departamento Pedagógico da CRE/SEDUC de Ariquemes, Izabete Batista, neste primeiro momento as ações serão voltadas para orientar e preparar os profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes.

“Estamos em estado de alerta, após os acontecimentos relatados em algumas na cidade pelo conselho tutelar, a intenção é buscar soluções para evitar que este jogo e seus efeitos cheguem a nossos jovens em nossas escolas. O encontro surgiu da necessidade de orientar a conduta dos profissionais frente a este tipo de situação para também orientarmos as famílias. A situação é delicada, os pais e professores devem ficar atentos a mudanças de comportamentos das crianças e adolescentes”, ressaltou Izabete.

O encontro pode contar com a presença de duas psicólogas que levaram orientações aos educadores que participaram da reunião, tanto a pisicóloga Sandra Mara e Keiko Hashimoto foram enfáticas para que o assunte seja tratado como prioridade nas escolas. A presença das conselheiras que atuam no Conselho Tutelar da cidade foi muito significante uma vez que o órgão já atendeu casos que remetem ao jogo Baleia Azul na cidade.
O jogo tem feito vítimas em diversas cidades do país, e com as suspeitas na cidade de Ariquemes, despertou a atenção das secretarias municipal e estadual, bem como das instituições particulares.

Concluiu-se que para combater este mal deverá ser realizado um trabalho integrado entre a sociedade, onde família e escola, juntamente com órgãos de acompanhamento, possam fazer um trabalho de monitoramento e acompanhamento do comportamento dos jovens em casa, nas escolas e sobretudo nas redes sociais.

Para a Coordenadora Regional de Educação, Nuria Sague, a iniciativa é importante, pois se faz necessário romper o silêncio e debater abertamente o assunto. “É um tema que nos desperta atenção e muito cuidado, e por isso precisamos nos unir frente a este grave problema, que é a automutilação e suicídio de jovens, precisamos romper o silêncio sobre este assunto.
Parcerias entre a Secretaria de Educação e rede de Saúde deve ser um ponto de partida para dar suporte aos casos que forem registrados, tanto com assistência clínica quanto psicológica”, destacou.


Dicas para os pais
Converse com seu filho:
A prevenção é clara: os pais devem conversar com seus filhos desde os primeiros anos de idade. O diálogo cria um vínculo que se mantém na adolescência, e evita que casos extremos como o jogo Baleia Azul tenham efeito nocivo sobre o jovem. Mas os psicólogos orientam os pais que, caso percebam o problema em casa, conversem com os jovens explicando a situação, nunca fazendo críticas diretas ou ameaças. A participação no jogo pode ter origem na baixa auto-estima, em um caso de bullying na escola ou em desentendimentos familiares.

Origem do jogo:
Criado na Rússia, o jogo Baleia Azul estaria relacionado a 130 mortes de jovens naquele país. Ele consiste na realização de 50 tarefas, ordenadas por um "mediador", que trazem risco de vida, como sentar na beirada de uma ponte, por exemplo. O desafio derradeiro seria dar cabo da própria vida. Em Ariquemes, já foram apurados alguns casos de mutilação relacionada ao jogo e outros envolvimentos levantaram a atenção de entidades como conselho tutelar e Polícia Civil, que investiga os casos para saber se eles realmente têm relação com o game macabro.

Fique atento ao quadro de sinais que podem identificar um participante do jogo:
- Mudanças bruscas de comportamento
- Ferimentos repentinos ou manchas nas roupas
- Silêncio, introspecção, fuga de diálogos
- Insônia e frequente adoecimento

 

     

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