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PF prende em RO suspeito de levar brasileiros ilegalmente para os EUA

G1 - RO, 16/01/2017 15h24

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Foto: G1- Rondônia

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira (13), em Ji-Paraná (RO), durante a Operação Piratas do Caribe, uma pessoa suspeita de participar de uma organização criminosa de 'coiotes' responsável por levar brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos (EUA). Os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Conforme a PF, ainda não foi descoberta a localização dos 12 brasileiros desaparecidos em novembro do ano passado nas Bahamas.

A Operação foi deflagrada nos estados de Rondônia, Santa Catarina e Minas Gerais. Segundo o delegado da PF, Raphael Baggio de Luca, a ação visa desarticular uma ramificação brasileira de uma organização criminosa que transporta brasileiros de forma ilegal ao exterior, principalmente aos Estados Unidos, via Bahamas.

Conforme Luca, o grupo de 12 brasileiros desaparecidos foi transportado por esta organização. "Dentre as pessoas que esta organização transportou, encontram-se 12 brasileiros que estão desaparecidos", disse.

O objetivo desta fase da investigação é colher provas de onde estejam estes brasileiros e verificar o grau de envolvimento de outras pessoas neste esquema, "que não só envolveu brasileiros como outras pessoas do estrangeiro", informou o delegado.

Como funcionava o esquema
A PF explica que existia um grupo no Brasil que aliciava o brasileiros que tinham vontade de morar nos EUA. Do Brasil, essas pessoas eram levadas ao Panamá e depois para as Bahamas. No aeroporto, havia um guichê específico marcado para a passagem dos brasileiros, onde teria um funcionário da organização criminosa. O brasileiro deveria ser um dos 10 primeiros passageiros a desembarcar.

"Quando chegavam nas Bahamas, ficavam em uma casa pelo tempo que a organização determinasse, até receber a ordem para embarcar via barco das Bahamas para os Estados Unidos, na região da Flórida", disse o delegado.
A promessa era que os brasileiros atravessariam em um iate, mas a realidade era outra. "Na verdade, colocam em um barco, canoa, embarcações péssimas. Faziam as atravessias de forma perigosa, à noite. Durante o dia, ficavam escondidos em ilhas na região, sem alimentação, sem bebida, para continuar a viagem à noite. Tudo para ludibriar a fiscalização", afirmou Luca.
O preço cobrado pela organização varia, conforme o delegado. "Teve quem pagou R$ 40 mil, outros R$ 60 mil. Um grupo de quatro pessoas daria uma casa para atravessar, é nesta média de preço", informou.

Desaparecidos

No início do mês, o Fantástico mostrou a história sobre o desparecimento do grupo de brasileiros, que embarcaram até Nassau, capital das Bahamas, de onde partiram para a travessia. Entre eles estariam três rondonienses.
A embarcação com dois barqueiros cubanos, 12 brasileiros, cinco dominicanos e dois norte-americanos saiu em direção a Miami, nos Estados Unidos, no dia 6 de novembro e após isso não houve mais informações sobre o paradeiro de todos.

 

     

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