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Operação Stigma: PF prende ex-secretário de Saúde de Vilhena

G1 - RO, 23/08/2015 13h50

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O ex-secretário de Saúde de Vilhena (RO), região do Cone Sul, Vivaldo Carneiro foi preso no início da noite de sexta (Foto: Reprodução - G1) Ampliar imagem: O ex-secretário de Saúde de Vilhena (RO), região do Cone Sul, Vivaldo Carneiro foi preso no início da noite de sexta (Foto: Reprodução - G1)
O ex-secretário de Saúde de Vilhena (RO), região do Cone Sul, Vivaldo Carneiro foi preso no início da noite de sexta - Foto: Reprodução - G1

O ex-secretário de Saúde de Vilhena (RO), região do Cone Sul, Vivaldo Carneiro foi preso no início da noite de sexta-feira (21). Ele é investigado pela Operação Stigma, que apura um esquema de desvio de dinheiro da União na prefeitura do município. Segundo a Polícia Federal, Vivaldo estaria interferindo na produção de provas que pudessem incriminá-lo nas investigações.

De acordo com a Polícia Federal, Vivaldo estava sendo monitorado e foi abordado em casa, ao retornar de uma viagem a Porto Velho.

O ex-secretário estaria fraudando documentos públicos da prefeitura em sua defesa, criando provas artificiais, que demonstravam que ele havia tomado providências nos acontecimentos relacionados ao caso de fraudes em notas fiscais, realizadas por uma empresa de acessórios e peças, prestadora de serviços à prefeitura, quando na verdade ele não tomava essas providências.
O ex-secretário seguiu até a Delegacia de Polícia Federal, onde recebeu voz de prisão, sendo encaminhado para realizar de exame de Corpo de Delito. Em seguida foi entregue na Casa de Detenção, onde também estão presos o ex-secretário de governo Gustavo Valmórbida e o ex-assessor administrativo, Nicolau Junior de Souza.
O G1 tentou entrar contato com o advogado de Vivaldo Carneiro, mas não conseguiu retorno até o fechamento desta reportagem.

Operação Stigma

No último dia 10 de julho, a PF e o MPF começaram a desenvolver a primeira fase da Operação Stigma, quando foi realizada busca e apreensão em uma empresa que é prestadora de serviços à prefeitura. O proprietário foi preso e liberado após delatar informações sobre o caso.

Na fase seguinte, a operação esteve em mais duas empresas da cidade, quando mais documentos foram apreendidos. Na terceira etapa, o assessor administrativo, lotado no gabinete do prefeito, Nicolau Junior de Souza foi preso preventivamente suspeito de receber propina de empresas prestadoras de serviços à prefeitura.
Na quarta fase da operação, mais três pessoas foram presas no sábado (15), entre eles o ex-chefe de gabinete da prefeitura Bruno Pietrobon e o ex-secretário de governo Gustavo Valmórbida. Carlos Pietrobon, pai de Bruno, também foi preso.

Secretário de comunicação

Durante a operação a PF descobriu irregularidades na Secretaria Municipal de Comunicação. À polícia, o secretário da pasta, José Luiz Serafim, afirmou que forjou processos para recebimento de verbas que seriam destinadas a uma empresa jornalística da cidade, veículo no qual já tinha trabalhado.

No depoimento, Serafim ainda admite "que recebeu cerca de R$ 300 mil com os procedimentos que levou adiante; que o valor dos empenhos foi maior, cerca de R$ 600 mil, mas a prefeitura não liberou o valor total desses empenhos" e garante que deseja devolver o dinheiro desviado aos cofres públicos. Ele também foi exonerado, mas não foi preso, pois colaborou com as informações.

 

     

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