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CORRUPÇÃO: empresário detalha esquema de propina com membros da prefeitura de Vilhena

Extra do RO, 23/08/2015 13h34

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O empresário Jair José de Souza, proprietário da “Tend Tudo Acessórios”, em depoimento à Justiça, detalhou como funcionava o esquema de propinas com membros do primeiro escalão da prefeitura de Vilhena.

Ele informou que o esquema de corrupção iniciou em 2012 e foi até 2015, na qual teria que pagar 10% sobre os valores por ele recebidos em razão dos contratos firmados com a prefeitura para que pudesse receber os pagamentos referentes aos serviços prestados por sua empresa.

Em seu depoimento, identificou o servidor público municipal Nicolau Junior de Souza, o ex-chefe de gabinete Bruno Pietrobon, o ex-secretário municipal de saúde Vivaldo Carneiro e o ex-secretário governamental Gustavo Valmórbida, como os responsáveis por receber os valores. Todos foram presos por determinação da Justiça.

O depoimento do empresário é reforçado através de informações prestadas por Flaviane da Silva, funcionária da “Tend Tudo”. Jair e Flaviane alegaram que “tal fato repetiu-se por inúmeras vezes nos últimos anos”.

De acordo com o Juiz Federal Rafael Ângelo Slomp, “constata-se, assim, haver prova suficiente da materialidade delitiva do crime de corrupção passiva”. E completou: “Pelo apurado até o momento, Nicolau, Gustavo, Vivaldo e Bruno seriam alguns dos integrantes de uma suposta organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a Administração Pública, conduta tipificada no artigo 2º da Lei nº 12.850/13 – integrar organização criminosa – com pena de 03 a 08 anos de reclusão e previsão de causa de aumento de 1/6 a 2/3 por envolvimento de funcionário público, nos termos do artigo 2º, § 4º, II, da citada Lei”.

Jair e Flaviane informaram também que a conta bancária da empresa  “Tend Tudo” era usada para receber transferências bancárias oriundas da empresa Elotech, da cidade de Maringá/PR. Tais transferências, que foram realizadas por diversas vezes, variavam de R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00, segundo Jair (fl. 67), e chegaram ao montante de R$ 195.000,00, segundo Flaviane (fl. 69), e eram entregues, em espécie, a Nicolau Junior.

 

     

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