SAÚDE E DICAS: Amamentação - Confira os mitos mais comuns - NoticiaDaki - Informação de qualidade |

SAÚDE E DICAS: Amamentação - Confira os mitos mais comuns

Crescer, 06/04/2015 21h37

  Imprimir
 
Alimentar seu bebê com o próprio leite é, sem dúvida, um dos grandes prazeres de ser mãe (Foto: Reprodução) Ampliar imagem: Alimentar seu bebê com o próprio leite é, sem dúvida, um dos grandes prazeres de ser mãe (Foto: Reprodução)
Alimentar seu bebê com o próprio leite é, sem dúvida, um dos grandes prazeres de ser mãe - Foto: Reprodução

Alimentar seu bebê com o próprio leite é, sem dúvida, um dos grandes prazeres de ser mãe – mas pode não ser tão fácil assim. Nessa hora, palpites e conselhos chegam por todos os lados. Por isso, para ajudar você, listamos abaixo oito afirmações que não passam de lenda:

1. Comer canjica ajuda na produção de leite

Nem canjica nem cerveja preta. A descida do leite, assim como a manutenção da produção, depende principalmente do estímulo de sucção do bebê. Outros dois fatores fundamentais são descansar e manter a hidratação. Por isso, durma sempre que tiver oportunidade, tome bastante líquido e tenha uma garrafa de água à mão na hora da mamada.

2. Alguns leites são mais fracos

Não existe leite fraco. Toda mulher é capaz de produzir o leite que seu bebê precisa, na quantidade certa – inclusive as mães que têm algum tipo de restrição alimentar. Pode confiar: a qualidade do seu leite está garantida.

3. Depois de amamentar, um seio pode ficar maior que o outro para sempre

Na verdade, mesmo antes de engravidar, os seios da mulher não são exatamente iguais – da mesma forma que outras partes do corpo humano não são perfeitamente simétricas. Acontece que, se o bebê tem preferência por um lado, o seio mais estimulado pode sofrer um ligeiro aumento. Após o desmame, costuma voltar ao normal, mas isso pode variar caso a caso. O tamanho das mamas, não custa esclarecer, não interfere na quantidade de leite produzido.

4. Quem tem prótese de silicone não pode amamentar

As usuárias de próteses podem oferecer o seio normalmente. Conforme a técnica utilizada na cirurgia, pode haver maior ou menor dificuldade. Não há, contudo, nenhum impeditivo para o aleitamento. Normalmente, nas cirurgias desse tipo, não há manipulação de ductos com incisão na região da aréola. Já a cirurgia de redução de mamas, que tem mais manipulação de tecido mamário, pode, sim, comprometer a amamentação. Para não haver problemas, a conexão dos ductos com a mama deve ser preservada.

5. Se minha mãe não teve leite, eu também não terei

A grande maioria das mulheres pode produzir leite – até as que estão desnutridas. A escassez de leite, chamada de hipogalactia, existe, mas é rara. Então, o mais provável é que tenha faltado à sua mãe estímulo ou orientação adequada. Como esse tipo de obstáculo não é hereditário, não há motivo para se preocupar. A produção de leite depende do estado orgânico do corpo e da condição psicológica. É por isso que uma mesma mulher pode ter experiências bem diferentes de amamentação de acordo com as circunstâncias.

6. Preciso limpar os seios a cada mamada

Não há necessidade de higienizá-los cada vez que o bebê mama. Para manter a pele hidratada, você pode passar um pouco do próprio leite na aréola e no mamilo. Faça a limpeza na hora do banho apenas.

7. Quem tem mamilo invertido não pode amamentar

Os mamilos invertidos são aqueles que se contraem ou se projetam para dentro ao serem estimulados. Talvez eles dificultem no início, mas não impedem a mulher de amamentar. As próprias alterações do corpo durante a gestação tendem a torná-los mais protuberantes. Sua projeção para fora também costuma acontecer naturalmente com o estímulo da lactação. Existem ainda conchas preparatórias que podem ajudar desde a gravidez, sempre com orientação de um especialista.

8. O leite materno não é suficiente para hidratar o bebê

O leite da mãe é o alimento mais completo que existe para o recém-nascido. Sua composição tem água suficiente para hidratá-lo durante os seis primeiros meses, período em que a OMS recomenda o aleitamento exclusivo. Portanto, se a tia, a avó ou a vizinha insistirem na ideia de que é preciso oferecer água ou chá à criança, não dê bola.

Fontes: Daniela Gonçalvez, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP), e Maurício Grillo, obstetra do Hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR).

 

     

   © Copyright 2009 | 2017    Política de privacidade     Fale conosco  |   Anuncie conosco  |